MESC `S


MINISTROS EXTRAORDINÁRIOS DA SAGRADA COMUNHÃO (MESC `S)

 

NATUREZA E CARACTERÍSTICAS DO OFÍCIO

Os Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão são colaboradores dos Ministros Ordenados no serviço litúrgico extraordinário da distribuição da comunhão eucarística (cf. Dicastérios do Vaticano – instrução acerca de algumas questões sobre a colaboração dos fiéis leigos no sagrado ministério dos sacerdotes – ICLS, artigo 8).

Este serviço litúrgico ou ministério “responde a necessidades objetivas dos fiéis destinado, sobretudo aos enfermos, idosos e às assembleias litúrgicas nas quais são particularmente numerosos fiéis que desejam receber a sagrada comunhão”, “para que o dom inefável da eucaristia seja cada vez mais profundamente conhecido e para que se participe da sua eficácia salvífica com uma intensidade cada vez maior” (ICLS, artigo 8).

É ministério enquanto “um agir eclesial, que representa e empenha publicamente e oficialmente a igreja” (CNBB. MISSÃO E MINISTÉRIOS DOS CRISTÃOS LEIGOS E LEIGAS – MMLL, 91), ao ser conferido ao seu portador por um rito litúrgico realizado ou aprovado pelo arcebispo diocesano (cf. MMLL, 87), pois “recebe a sua legitimidade, formal e imediatamente, da delegação oficial que lhe dão os pastores e, no seu exercício concreto, submete-se à direção da autoridade eclesiástica” (JOÃO PAULO II. CHRISTIFIDELES LAICI-CHL,23)

É um ministro extraordinário, em caráter de suplência, onde as necessidades da igreja o aconselharem, por falta de ministros ordenados, porém, ligado ao ministério dos pastores (CF. CHL 23), PARA O QUAL SÃO DESIGNADOS FIÉIS NÃO-ORDENADOS (CF. ICLS, ARTIGO 8, PARÁGRAFOS 1-2; CÓDIGO DE DIREITO CANÔNICO-CDC, CÂNON 230, PARÁGRAFOS 2 E 3), pois “ministro ordinário da sagrada comunhão é o bispo, o presbítero e o diácono” (CDC, C. 910, PARÁGRAFO 1).

É um ministério bastante difundido e proveitoso (cf. MMLL 163), sem caráter de eventualidade ou provisoriedade, mas de situação pastoral normal e habitual em nossa arquidiocese (cf. MMLL 163), reconhecido e promovido pelo arcebispo e seu presbitério, valorizando, sobre tudo os fiéis leigos e leigas, cujos ofícios e funções “têm seu fundamento sacramental no batismo e na confirmação, bem como, para muitos deles, no matrimônio” (CHL, 23).

Não é honraria, promoção ou “status”, mas um serviço de caridade desempenhado a exemplo de cristo, que veio para servir e não ser servido (CF. MC 10,45), exercido com a capacidade dada por deus (CF. 1PD 4, 11) e com alegria (CF. RM 12,8).

 

REQUISITOS VOCACIONAIS

             A pessoa chamada para o ministério – mulher ou homem – “se distinga pela vida cristã, pela sua fé e costumes exemplares” (CONGREGAÇÃO PARA DISCIPLINA DOS SACRAMENTOS. INSTRUÇÃO IMMENSAE CARITATIS – IC, I.6).

A pessoa deve ter recebido os sacramentos da iniciação cristã, ser católica praticante, com 21 anos ou mais, emocional e espiritualmente equilibrada, com dons e carismas adequados ao ministério.

Pessoas viúvas, solteiras ou casadas podem ser chamadas ao ministério, desde que preencham os requisitos de participação e presença digna na COMUNIDADE CRISTÃ.

Pessoas casadas na igreja, que vieram a separar-se ou divorciar-se por motivos diversos e que não contraíram nova união, podem ser chamadas ao ministério, conforme o discernimento do pároco. “em tal caso, o seu exemplo de fidelidade e de coerência cristã assume um valor particular de testemunho diante do mundo e da igreja, tornando mais necessária ainda, da parte desta, uma ação continua de amor e de ajuda, sem algum obstáculo à admissão aos sacramentos”(JOÃO PAULO II. FAMILIARIS CONSORTIO, 83).

“Não seja escolhida para tal função alguém cuja designação possa dar motivo à perplexidade da parte dos fiéis” (IC, I.6). Nem sejam chamadas pessoas que poderiam fazer do ministério um meio de autopromoção.

A pedido do pároco, o cpp, ou de outros organismos de comunhão, devem pronunciar-se sobre a escolha dos ministros (CF. MMLL, 88), sugerindo nomes ou sancionando aqueles que forem indicados. Dessa maneira, recupera-se “a dinâmica da igreja primitiva, de participação da comunidade nas responsabilidades do ministério apostólico”; supera-se “uma mentalidade, longamente implantada, de centralização do ministério nas mãos das pessoas ordenadas, como se só elas pudessem exercer ministérios na igreja”; reconhece-se que os ministros são parte da vida da comunidade, “favorecendo uma melhor compreensão de que todos os cristãos participam da missão da igreja” (MMLL, 88).

O candidato ao ministério seja previamente consultado se aceita ou não a incumbência. Sejam-lhe esclarecidos os aspectos vocacional e comunitário do ministério. Sendo casado deve haver anuência do cônjuge e dos filhos.

Tendo feita a preparação, o pedido para a concessão do mandato seja encaminhada ao arcebispo, pelo pároco, mediante oficio próprio à chancelaria da arquidiocese.

O candidato deverá fazer “o melhor esforço para estar à altura dessa missão, por cultivar a piedade para com a santíssima eucaristia e por ser sempre de edificação para os outros fiéis, pela sua devoção e reverência para com a eucaristia” (IC, I.6).

O celebrante numa necessidade pode designar “ad actum” uma pessoa, a seu critério para exercer a função de ministro extraordinário da sagrada comunhão.

Religiosos e religiosas, com profissão temporária ou perpétua, e seminaristas de teologia, que não receberam os ministérios de acólito e leitor, devem receber o mandato de MESC se forem exercer este ministério continuamente numa determinada comunidade.

Ordinariamente, o bispo é quem confere ministério extraordinário da   comunhão eucarística aos fiéis, tendo sido observados os requisitos vocacionais (itens 7-16), dentro de uma celebração litúrgica em cada setor pastoral. O bispo pode também delegar ao vigário, ao coordenador do setor pastoral, ao assistente eclesiástico dos MESC’S e ao pároco a celebração no setor ou na comunidade.

Tendo-lhes sido conferido o ministério em celebração no setor pastoral, é oportuno que os MESCS, em uma celebração litúrgica, sejam apresentados na própria comunidade em que prestarão seus serviços ministeriais.

Após a concessão do mandato, o MESC deverá portar a carteira de identificação aprovada pela Arquidiocese.

 

NA PARÓQUIA

Na Paróquia Santa Teresinha, o Ministério Extraordinário da Sagrada Comunhão é acompanhado pelo Pároco, Pe. Jefferson Lima da Costa, CP, sendo a coordenação paroquial laical entregue ao Ministro Lauro Soares de Oliveira, da Comunidade Nossa Senhora das Graças.